Marina W
30.04.09

Eduardo Paes, o vacilão.


29.04.09

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Amo porquinhos. Por isso não como.


28.04.09

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Alain D.


Finalmente um sonho legal. Demorô.


Caderno de sonhos Estávamos em um galpão em Vilar dos Teles, subúrbio do Rio. Eram vários bares, muitos, era enorme. Lá pra trás um policial encostava um fuzil no peito de um bandido, ou vice-versa. Estava com uma amiga - no sonho representada por Débora Secco - que estava grávida, mas ainda não aparentava. Seu marido me apresentou a um amigo. O cara me disse: "Estou cheio de ilusões por você". Minha amiga disse pra eu não cair nessa. Mas ele era sexy.


Fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, atrasada nos emails, e respondendo apenas comentários com perguntas ou equívocos. Obrigada. Desculpem o transtorno.

:P


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Monica Vitti


Projeto de lei visa DESCRIMINALIZAR maus-tratos a animais. Por favor, assine contra.

*E se tiver mais um minuto...ligue para a Câmara Federal gratuitamente (0800 - 619619) e diga que é contra o PL 4548/98 do ex-deputado José Thomaz Nonô, que exclui os animais domésticos e domesticados do artigo 32 da lei 9605/98. de crimes ambientais.


Eles estão por toda parte O musical Next to Normal (q pode ser traduzido como Quase Normal) está na Broadway e conta a história de uma família cuja mãe é bipolar. O crítico do New York Times diz q é emocionante e as canções muito boas.

Valeu, Lelê.


27.04.09

Agora entendi meu estado atual. Fui ver na bula do adesivo: Certos sintomas já relatados tais como depressão, irritabilidade, nervosismo, ansiedade, alteração de humor, agitação, sonolência, diminuição de concentraçãoi, insônia e distúrbio do sono podem estar relacionados à interrupção do tabagismo.

Azeite.


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peixe.

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ben.

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drew.

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bob.


Definições

no orkut todo mundo é feliz… no twitter todo mundo é infeliz... e no msn todo mundo é ocupado.

Ahahahaha.


O Diário de uma Bipolar foi um livro que só me trouxe alegrias. Muitas. E várias histórias engraçadinhas, a parte que mais gosto. Uma vez uma moça me escreveu perguntando se eu achava que ela deveria ou não contar no primeiro encontro que era bipolar. Dei minha opinião: ela não deveria contar de primeira, nem para um futuro namorado, nem em uma entrevista para emprego. Porque existe ignorância ainda. E o cara poderia se mandar. Muito depois ela me escreveu um email que adorei, porque gosto justamente da parte cúti da vida.

Foram se encontrar e ele disse que ela estava meio estranha. Baixo astral. Ela deve ter dito que estava com TPM, não lembro - usa-se pra tudo. Então ele sacou que ela estava deprimida e disse:

- Você precisava ler o livro da Marina W.

Contou que havia comprado para saber se era. Não era. Conversaram bastante e ela acabou dizendo que leu o livro e era bipolar. O cara conhecia o assunto e não tinha preconceito nenhum. A chamava de "maluquinha", mas ela não ligava "porque ele também era um pouco". Quando me escreveu disse que não sabia se daria certo. Ninguém nunca sabe mesmo. E achou legal me contar. Eu fiquei assim. Coincidências: amo.

*Claro que eu torço muito pra que tenha dado certo. Só o amor abrange tudo e é tão legal.


26.04.09


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Por quem os sinos dobram.

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Ainda assim, prefiro dez Gabeiras a um Eduardo Paes.#farradaspassagens



25.04.09

onzew.jpg Festival bloWg onzew.jpg

Aline e Gustavo entraram no elevador, onde estava Daniele Winnits com dois amigos. Ela virou para eles e comentou "It is funny, when you are famous everybody looks at you". A frase já é patética por si só , mais ainda se levarmos em consideração que estavam os 5 num cubículo. Imagina então quando se descobre que os dois caras são brasileiros.
5.01.04

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Grandes figuras do Brasil

Procópio Ferreira, além de ter sido um dos maiores atores de teatro do país, era um homem muito original. Não importa onde morasse, sua casa sempre tinha um bar, chamado Beija-flor. Ali, o creme do creme do teatro brasileiro se reunia para comer e beber, nas quatro mesas com de tolhas de linho, louça inglesa, talheres de prata e copos de cristal. Os jantares eram servidos por garçons de smoking e luvas brancas e o cardápio mudava diariamente. Apesar da caixa registradora que ficava em cima do balcão, tudo era de graça, incluindo os cigarros de várias marcas que ficavam guardados numa caixa de tampo transparente. Quando algum freguês abria a caixa, soava uma campainha barulhenta que não significava nada, era apenas uma das gozações do ator. Não faltava a placa "Hoje não se faz fiado" e a tabuleira Reservado, na porta do banheiro. Evidentemente, um homem apaixonante assim, era muito assediado e uma vez uma mulher chegou a lhe oferecer um prédio na Avenida Paulista de presente, que delicadamente ele declinou.
11.04.08

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L. fazendo a mala para ir para São Paulo. Horas. E com ajudante. De manhã essa camisa, com aquela calça, aquele cinto e esse sapato. Pra de noite esse vestido pra jantar, essa puseira, casaco. De manhã esse vestidinho e essa sandália. Eu: essa camiseta eu gosto, mala. E essa, essa, essa, essa. Mala. E essa outra, e mais essa. Taco na mala. Esse jeans, e esse. Jaqueta, jaqueta. Esse vestido e esse outro. Casaco. Biquini, vou tacando tudo na mala. Sandália, sandália, umas seis sandálias e umas 5 saias. Camisetão branco para dormir: mala. Bijuteria: taco tudo na sacola de mão. Livro, livro, livro, livro. Bateria do celular, caneta e papel. Vestido, vestido, tudo que brilha. Nenhum sapato. Quando chego no hotel nada combina com nada, e meus pés congelam
28.4.o7

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No outro outro dia encontrei um amigo, produtor de tevê, que eu não via há anos. Ele me contou que uma vez, no programa Chico & Caetano, da Globo, o Chico tinha que cantar Idade da Terra, com o argentino Wiilie Colon, considerado o rei da salsa.

(Bom, o que anotei virou garrancho. Está assim no guardanapo: o acento rítmico da salsa é tônico e subverte ao ponto de pássaro virar passaro).

E o Chico não teria a musicalidade necessária. Tentou cantar a música em dupla e não conseguia. Não conseguia mesmo. Depois da 18a. tentativa, pediu desculpas, virou de costas e foi embora.
Chico bebe nas fontes de Debussy, Stravinsky & & Ravel.
4-4.07

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Coisa que só soube ontem ou Hipódromo também é cultura.

Axl Rose é um anagrama de Oral Sex.

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Confortai-me com flores, fortalecei-me com frutos, porque desfaleço de amor. (Cântico dos cânticos)

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O cometa Halley foi o responsável por Murilo Mendes se interessar pela poesia. Drummond de Andrade só bebia cerveja, martini e vinho madeira. O primeiro nome de Vinicius de Morais era Marcus. Fazia 1 grau quando Mário Quintana nasceu, em Porto Alegre. Certa época, Antonio Maria dividiu um apartamento com Chacrinha, na Cinelândia. Machado de Assis era epilético e gago. A primeira vez que Nelson Rodrigues escreveu sobre adultério ele tinha 8 anos e tratava-se de uma redação escolar de tema livre. Oswald de Andrade se casou com Pagu num cemitério. Paulo Mendes Campos experimentou LSD e relatou sua experiência em diversos artigos. Rubem Fonseca foi comissário de polícia. Aos 14 anos, Otto Lara Resende dava aulas de francês, idioma que aprendeu sozinho. Rubem Braga foi correspondente de guerra, na Itália. Sérgio Porto gostava de caminhar na chuva. Dalton Trevisan se recusa a receber visitas. Aos doze anos, Fernando Sabino foi locutor de um programa infantil. Graciliano Ramos teve quinze irmãos. Guimarães Rosa falava português, inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, esperanto e alguma coisa de russo. Hilda Hilst namorou Dean Martin. João Cabral de Melo Neto não gosta de música. Cecília Meireles criou a primeira biblioteca infantil do Brasil. João Ubaldo foi office-boy na prefeitura de Salvador. Lygia Fagundes Telles é formada em Educação Física. Manoel de Barros morou um ano em Nova York. Mário de Andrade foi professor de música. Lima Barreto foi internado duas vezes num manicômio. Aos 9 anos, Monteiro Lobato resolveu trocar de nome e começou a ser chamado de José Bento em vez de José Renato, seu nome de batismo. O último pedido de Fernando Pessoa antes de morrer foi que lhe passassem os óculos.
26-12-04

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Fred trabalha em Campo Grande, zona oeste do Rio, e me contou algumas das coisas que ele viu por lá.

Aviso no ônibus: Visando a segurança dos senhores passageiros, pedimos não colocar cabeças, braços e outros para fora da janela.
Outdoor: Ser policial é antes de tudo uma razão de ser.
Vendedor de sorvetes no trem: Sorvetes Muleka, é saudável e faz bem à saúde.

Quá quá quá.
26-12-04

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- Você não gosta de esgrima?
- Não, gosto de haraquiri.
8.4.2007

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Tudo está no seu lugar
minha namorada está sozinha na janela
o sonho está dormindo na cabeça do homem
o homem está andando na cabeça de Deus,
minha mãe está no céu em êxtase,
eu estou no meu corpo.
Murilo Mendes
7.02.04

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Casamento

- Ahn?
- Nada....
13.11.05

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"Anos depois da guerra, depois dos casamentos, dos filhos, dos divórcios, dos livros, ele foi a Paris com a mulher. Telefonou-lhe. Sou eu. Ela reconheceu a voz. Ele disse: queria apenas ouvir sua voz. Ela disse: sou eu, bom dia. Ele estava intimidado, com medo, como antes. Sua voz começou a tremer de repente. E, com esse tremor, subitamente ela reencontrou o sotaque da China. Ele sabia que ela começara a escrever, soubera pela mãe, com que se encontrou em Saigon. E também sobre o irmãozinho, ficara triste por ela. E depois não soube mais o que dizer. E depois lhe disse. Disse que continuava como antes, que a amava ainda, que jamais poderia deixar de amá-la, que a amaria até a morte."
Final de O Amante, de Marguerite Duras. Um dos meus finais de livros predileto.
26.11.2002

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Irede Cardoso, jornalista (São Paulo, 1970)
Desceu do carro para abrir a garagem e o garoto meteu o revólver na cara dela. Assalto, dona! Entraram os dois. A empregada percebeu, pulou o muro, foi na vizinha, que ligou para a polícia que chegou e cercou tudo. Ela:
- É melhor você fugir, garoto. Vem por aqui. E, olha, volta amanhã às cinco da tarde pra continuar o assalto.
E ele voltou no dia seguinte na hora marcada. Ela arrumou um emprego para ele na Folha de S. Paulo.
A última notícia que eu tive dele é que era chefe do departamento de entregas por caminhões.
(Verbete de Minhas Mulheres e Meus Homens, de Mario Prata)
21.08.02

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Por falar em Geraldo Vandré, eu conheci um cara que trabalhou no Estadão, isso faz tempo. Ele me disse que o Vandré ia na redação de vez em quando, não falava com ninguém, sentava e começava a bater à máquina. Ia escrevendo, amassando e jogando no cesto de lixo, ficava uns quarenta minutos depois ia embora. Uma vez ele foi lá e leu o papel amassado: escrevo ou não escrevo escrevo ou não escrevo escrevo ou não escrevo. E mais nadaPor onde anda Geraldo Vandré? Me disseram, que no Paraná, trabalhando como funcionário público.
3-8-01

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Leia primeiro aqui Um famoso jornal de economia, sediado no Rio, está obrigando seus jornalistas a usar vários pseudônimos para dar idéia de que a redação tem muitos repórteres. Essa nem Chatô imaginaria.
31-10-03

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Saia justa Foi num desses carnavais, os baianos iam ser homenageados pela Mangueira, queria ver, S. ia cobrir e eu não tinha crachá. Coloquei um outro cartão, do mesmo tamanho, pendurado no pescoço e virado ao contrário. Lá fui eu. Vi a Mangueira desfilar, andei pra lá e pra cá, vi a Angélica preparada para entrar na avenida, séria, chateada, sem paciência e de saco cheio de estar ali. Vi os câmeras se aproximarem dela e ela começar a sambar e sorrir, animadíssima, para depois voltar a ficar do jeito que estava antes. Era a primeira vez que eu ia ao Sambódromo e quem já foi, sabe que parece que a gente está entrando num outro plano, parece que é um sonho, muitas cores, muita gente, fantasias, uma coisa totalmente irreal e realmente excitante. Até que chegou um segurança.
- Dá pra eu ver seu crachá?
- Ahn?
- O crachá, posso ver?
- Meu crachá?
- Isso.
Que nervosismo. Uma das coisas mais desagradáveis da vida é ser pega em flagrante. - Por favor...
Não tive outro jeito se não mostrar. Ele virou o cartão e viu escrito Credicard. Até que era muito educado.
- A senhora poderia se retirar, por favor?
Até que era muito educado.
23.12.03

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Seria trágico se não fosse cômico. Minha amiga Eridan foi abordada por um cara na rua que pediu pra ela passar a grana. Ela abriu a carteira e tirou sua única nota, cinco reais. Ele olhou pra ela, balançou a cabeça e falou: "Deixa, deixa, você tá pior que eu". Ahahahaha. Ela até hoje conta essa história como exemplo de suprema humilhação. Juliana, amiga da Clarinha, estava no ônibus e o cara, armado, falou: "Todo mundo tirando a camisa!". Ela começou a fazer o que ele pediu. Quando o cara viu, se aborreceu: "Ô, ô, ô , só os homens, só os homens". Hehehe. Mas a história mais bacana foi a que eu li, numa entrevista com a atriz Ana Beatriz Nogueira. Ela estava deprimida, chorando, tinha acabado de se separar de um namorado e estava sem saber o que fazer da vida. O cara apareceu na janela. Passa a grana. E ela: "Pode levar tudo, a bolsa, o carro, tudo". E ele: "Não. Não assalto mulheres que estão tristes". Dali eles foram para um barzinho beber cerveja e colocar as mágoas em dia.
31.10.01

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- Medéia, o que resta? Tudo está destruído, tudo se foi!
- O que resta? Eu.

Medéia, Eurípides

FIM


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23.04.09

Ontem meu blog fez 8 anos. Nunca lembro no dia. Amanhã vou fazer um Festival Blowg. Talvez. Obrigada, senhores.


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Tom, visto por Otto Stupakoff


Salve, Jorge da Capadócia! Ô ô.


Queria tanto escrever um certo livro, o esqueleto está na minha cabeça. Mas é o gênero mais difícil: policial. É fogo. Complicado de armar a história. Vou tentar. "As garotas já devem estar com 18 anos", disse meu
irmão sobre o livro que eu tento escrever para meninas de 13 anos. Hohoho.


22.04.09

*o cara*


não esqueça de colocar um livro na sacola para o crossing book amanhã, quinta. vou escrever: passe adiante depois de ler.#dia do livro.


21.04.09

Dia do livro Então quinta-feira, depois de amanhã, vamos fazer o Crossings Book? Vocês estão sabendo, não lembro onde li, uma mulher deu um livro pro "menino do sinal", em vez de dinheiro, e ele ficou feliz e todos perguntaram se tinha mais*. Então na quinta a gente pega um livro e deixa em algum lugar, tipo ônibus, praça, no chão do táxi sem o motorista notar etc. Lugar é o que não falta. É meio emocionante, ano passado deixei entre as grades de um prédio, mas tinha vergonha que alguém visse, maior adrenalina. Ho. Nós temos um monte de livros, democratizemos então.

* tá aqui.


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Pedro Bial também torceu pela Pri #anamariabraga


20.04.09

Dê um click e salve mulheres.


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Jesus me abana.


Véspera de feriado Não movi uma palha. A mesa do meu computador neste minuto. Sem tirar nem por . É mole?


A gente sabe, mas nunca lembra. Na vida não cabe rancores, mágoas, vinganças. Não dá tempo. É curta pra tanta coisa. Kido, querido, um beijo grande e já saudade.


19.04.09

Informação: mais oferta que procura.


Ponto eletrônico lento. Lília Cabral no Jô.

J: Divã é nome da peça, é?
L: É o nome da peça, e agora o nome do filme, né?
J: Filme?
L: É, você não viu?
J: Ahn..não vi ainda.


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Suri e seu Pucci


Li na revista Quem, mas fiquei com preguiça de escrever. A Suri, 3 aninhos feitos esta semana, tem aula particular de francês, espanhol, balé, sapateado, dança moderna, ginástica e futebol. Seu pai, o lelé da cuca, tb quer que ela aprenda piano e violino. Tom diz que ela tem uma inteligência excepcional. Rainha do Dharma.


Dê apenas um clique e salve mulheres.


Chico lê o cap. 6 de Leite derramado. Daqui.

Menor vontade de ler. Abri na livraria, o texto é igual as letras de suas músicas. Prefiro as músicas.


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Rebecca Ruth


Chega. Annie Leibovitz já enjoou.


Ela deu uma ideia (quem se conforma em escrever sem o acento?) que eu seguirei e acharia legal se todos nós fizéssemos. O dia do livro está chegando e a gente podia fazer aquele lance de deixar um livro bacana em algum lugar, ônibus, praça, escrito pra passar adiante depois de ler. Tão romântico. Vamos fazer uma rede de livros nesse dia? Esqueci o nome que se dá a esse happening.

Bookcrossing! Ela que lembrou.


18.04.09

Vocês estavam com saudades, amiguinhos? Eu estava por aí, andando em corredores. Almoço fora com todos, (fico nas nuvens), tectectec na internet, Lost etecétera. A discussão: você lê tanto quanto você lia antes de viciar em alguma coisa na internet? Minha resposta é não. Antes lia um livro por semana. Churchill lia um por noite, segundo o Sawyer. No momento estou lendo três ao mesmo tempo, o que significa ler nenhum. Tem um que estou mais ligada porque é bom de carregar na bolsa. Mas quando caio na cama já tanta coisa que estou muito cansada pra ler. Daí leio 3 páginas.

Ontem precisei ir à Ipanema, e passei pela porta da Travessa. Na louca, comprei o livro sobre os autores de novelas. Quatro de 24 reais. Subi pro Bazar e li a entrevista do João Emanuel. Fiquei tão decepcionada, porque são poucas páginas, não dá pra pessoa saber nem como é o processo de criação (odeio esse termo) do autor. Crente que são páginas e páginas mas eram entrevistas curtas. Pensei que fosse como aquela série maravilhosa de entrevista com atores, esqueci o nome do autor*. São muito profundas. Pedi pra trocar e eles me deram um vale. De-lí-ci-a.

*Simon Khoury.


17.04.09



50 anos, mora. Sois Rei.


Eu sei o que você fez no verão passado. #cuidado.


16.04.09

Como são feitos os comerciais

Enviado por ela.


15.04.09

Jornal: "Lennon foi assassinado ontem." Blog: "Lennon acaba de ser assassinado." Twitter: "Lennon está dando autógrafo p/um esquisitão."

Rarará.


14.04.09

Aconteceram duas coisas bacanas, uma eu não posso contar. Porque é segredo sentimental. A outra é que eu ganhei uma camiseta I see offline people dela. Não é aquela verde feiosa que eu coloquei aqui no blog, é azul lindo e letra linda. Que fofura. God. Por essas e outras que eu te amo. Por não estar larguinha ficou meio Jane Fonda anos 70, colada na pele. Um pouco ousada, entendeu? Fico inibida, mas é só desencanar e seguir em frente.

:P


amor não é encomenda; é presente inesperado.


12.04.09

23:30 Comments pra comentar, emails pra responder desde, sei lá, meses. Meu gmail é uma espécie de Suípa. Ainda vou responder. Amanhã começa tudo de novo. Tenham todos uma boa noite.


Diário de papel Queria tanto me sentir tranqüila, nem que fosse por dez minutos. A manicure diz "você poderia relaxar suas mãos pra eu poder pintar?" . E de abril pra cá comecei a fumar um, dois, três cigarros por dia e agora que decidi não fumar mais nenhum mesmo, nunca mais (pensar que fiquei 11 meses e depois mais 3) caiu aquele luto, próprio de quem fica sem a nicotina. É de lascar. Escondo os ovinhos, desenhos de coelhinhos, almoço com L. Os cachorros morrendo chutados. Não adianta ninguém me dizer pra eu respirar assim ou assado porque eu não consigo, minha cabeça é uma metralhadora que funciona 24 horas por dia, sempre apontada pra mim. Posso ficar alegre, muito alegre, mas tranqüila nunca. (Cortei o cabelo.)


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1. Apesar de tantas cartas, bilhetinhos, fotos, pétalas de rosas, não sou uma pessoa nostálgica.
2. Nunca usei a frase "Eu era feliz e não sabia." Sempre soube, sempre sei.


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Jessica Lange and Drew Barrymore, photographed by Norman Jean Roy in Hollywood for the April 2009. VF.


O casamento mais interessante não é cada um morar na sua casa, mas duas suítes.


Mesa 1 do Hipódromo A melhor vista do Rio já era.


Filmy Art

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11.04.09

Publicidade: As crianças são a alma do negócio.

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Enviado por email.


Fui ver o infanto-juvenil Ele não está tão a fim de você. Há muito tempo não vejo um filme com aquele final, a não ser em dvd ou Telecine. Aquela coisa melosa. Mas gostei em várias partes. Adoro comédia romântica, mas é difícil encontrar algumas boas - Simplesmente amor, Uma linda mulher, Quero ser grande, Nothing Hill, O Casamento do meu melhor amigo, Quatro casamentos e um funeral. Etc. O Hugh Grant é quem mais funciona nesse tipo de papel, e a Julia Roberts também. Acho o Hugh Grant tudo. Só fui ver porque todas as atrizes são top de Hollywood: Jeniffer Aniston, Scarlett Johansson, Jennifer Connely e Drew Barrymore. O legal do filme é ser baseado no livro do roteirista de Sex and the city. Ele mostra que as mulheres inventam sinais e dramatizam tudo. Realmente as mulheres inventam sinais, muitas já me perguntaram "Viu o jeito que ele me olhou?" e o cara tinha olhado de maneira normal. O estágio grave da doença é quando a mulher já acha que talvez ele não tenha ligado porque tipo, morreu. Xô.


Com quantos eus se faz um blog?


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Embora muitos pensem, não sou da primeira leva de blogs. Quando entrei havia vários, e eles escreviam coisas herméticas, que só eles entendiam, quase um dialeto, e também relacionadas ao trabalho , todos redatores, a maior parte ilustrador (ou design? Ele me mata.) Então todos trabalhavam na internet. O primeiro blog de sucesso, que eu lembre foi Delícias cremosas, não sei se alguém não conheceu. Eram quatro ou cinco mulheres que escreviam livremente sobre sexo.

A primeira vez que vi alguém lendo um blog foi na sede de uma revista virtual. Era um redator, e ele estava lendo o Delícias. Ninguém soube o que era blog durante anos. Os jornais e revistas, inclusive. E quando conheceram acharam uma coisa menor. O blog ganhou respeito no 11 de setembro, quando os blogueiros americanos contaram em tempo real tudo o que estava acontecendo, cobrindo melhor e mais rapidamente do que a imprensa. Mesmo assim os jornalistas brasileiros não tinham noção daquilo que já era um boom. Agora todos têm blog. O Saramagro tem blog.

Este mês o blowg vai fazer 8 anos, ueba, e não foi no outro dia que eu fiz festival de posts? My God. Help me.

Quando eu entrei tinha a Mariana, Nemo Nox, Bricabraque, o Miguel, Tom B. - grande filósofo da internet, Vida de Redatora, da Alê, Respira, doido, respira, do Binho, Let's bloggar, Nando Pereira, Contatenum, Tiago Teixeira, Fer Guimarães Rosa, Chita e Jane, Cocada Boa, Cris Dias, Lu Terceiro, Mario AV, Stimpy, Fred Leal, Lia Caldas, Hiro, Telescópica. E mais alguns, que eu não tenho super memória. Depois chegaram a Frau, Catarina (primeiro blog que eu fui), Catarro Verde; entrei uns 3 meses depois. Não sei sei o Interney entrou aqui ou antes.

Fui um pouquinho depois dessa leva. Quando alguém me apresentava dizia: Ela tem blog. Eu ficava constrangida e a pessoa achando que era nome de uma doença. E um pouquinho depois vieram a maioria dos que eu acompanho, e depois muitas pessoas resolveram fazer blog, e pré-adolescentes escrevendo kasa, e uma vez eu coloquei essa foto clássica da Brigitte Bardot e um rapaz me escreveu "que gatinha. é silicone?" Rarará.

Escrevi para o Mauro Ventura, hoje autor de DizVentura, que fazia umas crônicas deliciosas no JB, eu era muito fã e sou - na cara-de-pau, perguntando se ele gostaria de visitar meu blog. Ele gostou e comentou com o pai sobre o novo fenômeno da internet.

O Zuenir escreveu no saudoso No uma crônica sobre isso inclusive, modéstia à parte, baseado no Blowg, porque foi o que o Mauro mostrou. Foi chato que ele pegou uma página super mulherzinha, onde eu dizia inclusive que tinha ido a um (esqueci como chama aquelas reuniões) da Rita Camata e terminava o post me perguntando como uma mulher pode ser tão magra assim. Era uma ironia. Paciência. E os posts era tipo Hoje eu fui à Ipanema encontrei uma amiga. Mesmo assim ele foi gentil.

Enjoo, sono.


10.04.09

Onde eu levaria um paulista no Rio de Janeiro:

. Colombo do centro da cidade.
. Pista Claudio Coutinho
. Copacabana Palace.
. Arpoador em dia de semana, 8 da noite, em horário de verão.
. Mergulho em Ipanema.
. Dama de Ferro.
. Biblioteca Nacional, visita guiada.
. Largo do Boticário.
. Belmonte (empada de palmito)
. Chez Anne (folheado de queijo)
. Capuccino com chocolate na Kopenhagen.
. Chope na Urca, olhando a paisagem.
. Parque Dois Irmãos, no Leblon.
. Igrejinha de São Conrado.
. Floresta da Tijuca
. Jardim Botânico.
. Lagoa Rodrigo de Freitas.
. Café Ubaldo, no Letras & Expressões.
. Almoço no Celeiro.
. Sobremesa ( tartatan) no Café Severino, na Argumento.
. Feijoada na Mangueira.
. Risoto de tomate na Travessa de Ipanema.
. Pedra Bonita.
. Banho de cachoeira nas Paineiras.
. Galeria River.
. Ver um show no Morro da Urca.
. Rampa das asas-deltas em São Conrado.
. Praia do Joá.
. Chope no Braseiro, no Baixo Gávea.
. Chope no Fiorentina, em Copacabana.
. Instituto Moreira Salles.
. Centro Cultural Banco do Brasil.
. Saara
(cont.)


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Desenhos de cenas de filmes feitos no paint. Roubei.


Resumo do tuiter

Catharina Recebi um sms me dando parabéns, felicidades, etc. A pessoa acha que é meu aniversário. E eu não sei quem é a pessoa. #comofas
20 minutos ago from web


08.04.09

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Meus hábitos de leitora, daqui,daqui.

1. Gosto de ir à livraria da Travessa porque é onde tem mais livros. Daí fico passando a mão para sentir a textura.
2. Sempre faço orelhas nos meus livros. Muitas. Para saber onde eu parei e para marcar páginas com alguma coisa que me chamou a atenção.
3. Como gosto muito de ler na praia, então alguns estão com manchas de Sundown, mar e areia. Outros tem manchas de mostarda e molhos.
4. Sempre uso a última página branca pra escrever coisas que vem a cabeça, quando estou fora de casa.
4. Sempre estou lendo um livro. Agora retornei para Café-da-manhã dos Campeões, do Kurt Vonnegut . Fiz um intervalo para ler O conto do Amor, que não gostei.
5. Tenho muitos marcadores, mas não uso. Se uso, faço orelhinha do mesmo jeito.
6. O lugar onde mais gosto de ler é na cama, depois ônibus.
7. A capa me influencia demais. Uma vez comprei um livro porque era cor-de-rosa fluorescente.
8. Carrego sempre o livro um na bolsa.
9. Gosto de livros de papel amanteigados, como os da Cia das letras.
10. Esqueço rapidamente a história de todos os livros que li só uma vez.
11. O livro que li mais vezes foi As Meninas.
12. Fico impressionada com pessoas que não gostam de ler, elas perdem uma parte muito interessante da vida.
13. Uma vez li o livro de uma escritora brasileira que era tão revoltantemente ruim, que assim que saltei do ônibus joguei naquelas lixeirinhas verdes.
14. Uma vez, durante um engarrafamento, olhei pro lado e vi um homem lendo com o livro apoiado no volante. Me apaixonei na hora.
15. Acho charmoso homens que leem livros enquanto estão comendo.
16. Quando sai um livro de algum escritor que eu goste muito vou na livraria imediatamente, pois minha ansiedade não me permite esperar.
17. Já escrevi um livro.
18. Meu livro predileto é o do Marçal Aquino que ainda vai sair.
19. Quando um livro maravilhoso está acabando eu começo a ler a conta-gotas.
20. Dedicatórias: amo.
21. Gosto de tomar café nas livrarias, mas nunca pego um livro pra ler porque sei que vou jogar entornar alguma coisa nele. Uma vez deixei cair um pedaço de quiche na Antologia do Pasquim. Me livrei rapidinho do livro. E nunca mais.
22. Minha capa predileta é a série do João Baptista, da Cia das Letras, faz para os livros do Paul Auster, com papel corrugado.
23. Impossível ler um livro na internet ou qualquer outra coisa que não seja de papel.
24. O livro que mais me impressionou foi Todos os homens são mortais, da Simone de Beauvoir. Eu era muito garota.
25. Sempre quero saber o nome de quem fez a capa, o tradutor etc.
26. É fofo quando um casal está lendo o mesmo livro (cada um com o seu).


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Quem é essa mulher?


Cair da tarde Eu estava tão nervosa no supermercado que derrubei muitas coisas, tipo laranjas e calda de chocolate Kibon. Deixava cair tudo que tinha na mão. E esbarrando direto nos outros carrinhos. Na hora de pagar, a senhora na fila atrás de mim falou: "Faz assim, respira fundo...". Ahahaha. Nervosa que dá bandeira. A alface do Zona Sul é a pior do Rio de Janeiro. Melhor: feira. Como eu estava dizendo, fui fazer a sobrancelha e ele lavou meus cabelos, hidratou e fez escova de presente de Páscoa. Não é legal? Ele é super generoso. O nome dele é Charles. Eu sou a pessoa mais tensa que eu conheço. É mole?


BBB / epílogo A diferença foi de cerca de 110.000 votos. e na cidade da priscila, campo grande, e no mato grosso, o programa começa com uma hora de atraso em relação ao ao vivo, e considerando que durante o programa é quando mais se recebe ligações, acho que caso não houvesse essa diferença de horário, essa diferença de 0,24% poderia ser menor ou nao existir. Ana, comentando.
.


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Pois é.


06.04.09

O lance da menina clepto foi assim. Tudo pra ela era o irmão. Ontem fui ao cinema com o meu irmão. Hoje vou a boate com o meu irmão. Meu irmão ontem fez isso e aquilo. Meu irmão quase caiu da moto. Meu irmão é gato. Hoje briguei com meu irmão. Meu irmão, meu irmão. Um dia ela ficou doente, não lembro o que teve. Alguma coisa do tipo pneumonia.. Então eu e Cristina* fomos visitá-la. Prédio de gente rica. Uma moto perto da garagem. "A moto do irmão dela", minha amiga supôs. Subimos. Ela estava de cama e sua mãe nos tratou muito bem, com lanchinhos e tal. Conversamos e, a certa altura, a mãe falou "A Luiza, por ser filha única...". Cristina me cutucou. Eu viajando por Vênus. Quando fomos embora é que me toquei: não havia irmão nenhum. Quem leu As Meninas, da Lygia Fagundes Telles, vê que a história é a mesma. Muita gente doidinha no mundo.

Escrevi Luiza porque esqueci completamente como ela se chamava. Mas lembrei o nome do tô na minha: Jorge Luiz. :)


05.04.09

Sensacional. Todo dia a gente sabe o dia do mês porque a pessoa está olhando pra gente.

Valeu, Rê.



03.04.09

Publicitários, vocês sabem qual é o cúmulo do mau gosto?

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Proteste.

Update A pressão fez com que o Shopping retirasse o anúncio.


Orkut Eu estudei no Anglo Americano. O da Praia de Botafogo, do lado do Andrews. Cazuza etc. Eu era apaixonada por um cara que se chamava tô na minha (mas nada de personagem de Chico Anísio essas coisas) ele era tipo hippie. Um dia me convidou para ir com ele na Sears. A Sears era o pilotis dos colégios. Lá começou a colocar discos de música estrangeira em capa de disco nacional. Fiquei tensa. Diz a lenda que o pessoal do Andrews roubava dissos e colocava a culpa no Anglo. Disco americano era caríssimo. As vendedoras não conferiam. Fiquei trêmula.

Numa outra ocasião pediu meu telefone e eu fiquei parada como um pedregulho. Acho que disse que não tinha. Porque eu já era maluquinha por dentro.

Mais coisas sobre meu amor platônico (sagitarianos são super propensos a amor platônico): não respondia a ficha de chamada porque ficava a aula inteira de cabeça na mesa, dormindo. Chapado, melhor dizendo. Eu sempre respondia por ele. Eu dava cola nas provas assim: acabava minha e saía. (sempre fui aluna nota 5, a que passa raspando). E do lado de fora da sala eu passava colas. Arriscada minha pele por ele. Ficava enviando as respostas, porque ele não sabia nada de nada. E nossa história foi essa :)

E ainda: A menina que sentava do meu lado perdeu as digitais de um dos dedões. Ela me confidenciou. Não entendi nada. Muito tempo depois, alguém me disse que foi por causa de ácido. Minha melhor amiga era a cara da Ana Cristina C.. O jeito principalmente. O cabelo. Muito parecida mesmo. A voz, a beleza e a inteligência. Chamava Ana também. Era muito estudiosa, muito inteligente, uma intelectual. Fazia provas de vestibular em vez de provas normais, e sempre tirava dez. Ela não gostava de dar cola, mas deixava eu copiar sua prova. Outra foi assassinada e jogada no mar da Avenida Niemeyer. Se chamava Cláudia. Eu não era amiga dela, mas ela era amiga da Ana, de forma que nós três ficávamos juntas às vezes. Ela fumava Hollywood sem filtro, nunca vou esquecer, era tímida e um pouco deprimida. E um dia fui à secretaria e vi uma garota linda. Mas muito bonita mesmo, hipnotizante. Era a Monique Evans. Ela era de outra série, já que é bem mais velha do que eu. Nasceu antes do Zé. Fiquei olhando. Passada.

Uma outra amiga, a cara da Elisângela, era cleptomaníaca, de forma que conheço bem o processo. Ela pedia para irmos juntas, todas. Nós íamos, observávamos que ela não estava roubando, ela saía da loja. Que nada, roubava sem a gente perceber. Era uma coisa incrível. Nos dava o produto do roubo, não fazia questão. Era mesmo o prazer. Eram apontadores, canetas. Riquíssima, seu pai era dono, não posso falar, de uma coisa que não existe mais, mas é muito famosa. Tipo tobogã. Só que é outra coisa. Ela era doida de pedra. Aconteceu um episódio igual ao plot de As Meninas. Melhor nem contar.

Uma outra melhor amiga. Uma vez estavámos conversando no seu quarto, ela estava trocando de roupa. Daí o cunhado entrou e disse "Oi, Cristina*, cadê tua irmã?" Ela estava completamente pelada. Disse: "Não sei, cheguei agora." Normal. Fiquei de queixo caído. Todos ficavam pelados, ela me contou. Até seu cunhado, perguntei. Sim, todos. (*nome fictício)

Os caras todos eram lindos, surfistas. Eles deitavam no pátio, e ficavam ouvindo rock no rádio. E o cara que tomava conta dizia bem sério: "Poderia colocar a camisa, por favor?" Ahá. Não pode ficar sem camisa, o resto pode. Eu era quietinha. Praticamente invisível.

E o trampolim? E a altura do trampolim?

Da Série Autobiografia Não Autorizada.


02.04.09

Photoshop

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Via MY


Anteriormente em Lost
Rarará, muito bom.


"Acho que quando nossa geração tiver de fazer um balanço dos seus merecimentos e misérias para ser julgada, poderemos todos usar esta credencial: fomos contemporâneos do Chico Buarque. E exigir tratamento especial." L.F. Veríssimo


Em outra onda. Embora eu quisesse estar em outra outra.




sopro, golpe...



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