Minha coluna, embora ja esteja pronta, irá ao ar três vezes por semana. OK? Sem dias fixos. Senão não faço outra coisa. Lendo: A Felicidade é fácil, de Edney Silvestre. Anteontem,
Helena me liga para contar sua aventura de viagem. Uma delas. Ela estava no hotel em frente ao Grand Canyon (se eu visse essa paisagem é certo que desmaiaria, tamanha é minha atração por abismos), integrado à paisagem, no meio do deserto, onde só tinha quatro hóspedes. Até que chegou o quinto: Leo diCaprio. Com a namorada, loura, magra e linda. "Pula essa parte, todas são assim", disse. Ele estava de jeans, boné virado pra trás - nunca tira o boné, talvez pelo hábito de se preservar - camiseta verde musgo e tênis. Ele fez amizade com o filho da Helena, e quando o encontrava dizia "Hi, brow". Que gracinha, hein? Escrevi um post enorme sobre tudo que ela falou, mas deletei porque estou com preguiça de revisar.
Não tenho escrito e agora estou escrevendo só para o blog se arrumar. Porque há de haver um equilíbrio entre frases curtas e textos mais longos. Mas assunto não tenho. Ontem torci o pé, muita dor, mas, graças ao meu médico, estou bem melhor. Na familia ele que põe fim as dores, por telefone. O melhor medico do mundo? Sim. Outro: escrevi um post sobre o sopão do Obama, mas ficou more ou less. Salvei para consertar. Só sei escrever em tempo real. Queria depositar o dinheiro da Estante virtual, ansiosa pra ler Diário de Edith. Já repararam como sou monotemática, não é? Patricia Highsmith e Curb. Nhé.
Por falar em diário, a NF pediu uma nova chance. É pretensioso falar assim, por isso o itálico. Mas preciso pensar, porque seria a terceira. Fico um pouco aqui fazendo a coluna - quem acha que é mole? - e um pouco deitada com compressa de gelo. Essa coluna está me consumindo, quem está de fora não entende. Além disso, sou compulsiva e vivo colocando mais sapatos e esmaltes, nos textos que já teriam virado embrulho para peixe, caso fossem escritos no papel. Mimimi: todo dia deixo a casa brilhando, mas não dura 24 horas. Estou de saco cheio. Anota. É muito fácil enrolar vocês. Escrevi, escrevi, e não disse nada.
Ele tem razão, as duas últimas colunas ficaram bem gays.
Obrigada pelos acessos, fiquei bem na fita ;)
Aliás, adoraria que a coluna fosse sempre gay. Mas não dá. Para isso eu precisaria de mais uma dúzia de Victoria Beckham, e muitas Paris Hilton. Então, né. A gente tenta. (Nome próprio vai pro plural. Se não me engano, no inglês é opcional. De qualquer maneira, não sei como escrever o plural de Victoria Beckham).
Fiquei bolada com o tweet do Marcelo Rubens Paiva e resolvi fazer a coluna de hoje aos poucos. Talvez fique pronta logo, talvez fique pronta de noite, no fim da tarde vou à praia.
Está muito difícil lidar com o meu computador. Se eu não gostasse tanto dele - todo mundo que usa pergunta como consigo. De fato, às vezes a tela fica verde e outras mumunhas. Mumunhas. Haha. De que canto do meu cérebro tirei essa palavra? Mas eu gosto dele. Acontece que ele está lentíssimo, para copiar e colar uma foto é enlouquecedor. Vou tentar fazer a coluna de tarde pra ver se não entro madrugada a dentro. É muito mais difícil do que pensava, porque as pessoas famosas, principalmente as americanas, não falam absolutamente nada de interessante. É tirar leite das pedras. (pelo menos LC telefonou e ficamos mil horas no celular). Tenho mil outras coisas pra fazer. (Ia escrever que gostaria de estar em Fernando de Noronha com meus livros, mas quem não).
Vou dizer: levei mil horas pra fazer uma simples coluna que eu faria rapidamente. Porque meu computador está uma bomba. Hoje fiquei até às oito da noite sem comer de tanta coisa que precisei fazer. #mimimi. Fui ao supermercado com fome. Não pode. Acabei comprando uma geléia francesa de morango e champanhe. Juntando as palavras "francesa" e "champanhe" parece que foi a coisa mais cara do mundo. Nem. Estou em estado de exaustão. Queria dormir cedo, mas já são meia-noite e tal. Roubei flores,
Dia seguinte: Primeiro que não é francesa, é inglesa. Segundo, são 49% de morando e 3% de champanhe. É deliciosa mesmo.
A Nova Fronteira finalmente vai fazer a rescisão do meu contrato, que venceria em 2013. Agora vou sair com o livro debaixo do braço, batendo de editora em editora. Ou mandar os originais depois de um primeiro contato por email. Creio que é assim que se dá. Mudou muita coisa no livro, porque a nova classificação americana que será publicada em 2013, a DSM-5, aumenta muito os critérios para que uma pessoa possa ser considerada bipolar. Não sabia, por exemplo, que existem bipolares que não têm depressão. No entanto têm uma energia fora de lugar, que incomoda, constrange, dá vergonha alheia, pois trata-se da doença da inadequação. O livro também vai falar de outros assuntos, como Borderline e ciclotimia (que, ao contrário do que li na entrevista de uma "especialista" em doenças psiquiátricas, especialmente as que estão em voga, faz parte da bipolaridade e não se trata de um transtorno à parte). Agora é aguardar a assinatura, e depois arregaçar as mangas.
"O que me assusta é que ultimamente eu estou descobrindo, no fim da minha vida, que eu não sou uma pessoa amável, que eu não mereço ser amada, que tem alguma coisa muito errada comigo". DMoore
"Ele é tão otimista. Se o mundo cai, ele não liga. Tudo está divino e maravilhoso. O copo sempre cheiíssimo."
"Entendi. É muito Facebook para pouco Twitter".
Picadinho de mim Sexta demorou a chegar. Não vou contar meu dia lerê lerê Lêlêlêlê. Yada yada. O dentista desmarcou. Ele desmarca direto - existe alegria maior? Eu fiquei moída. As coisas funcionaram. Dei a volta no quarteirão com o Xerife, não sabia que o quarteirão era enorme, principalmente pra um cachorro que só quer ficar dez minutos na rua. Muitas casa com cachorros vigiando. Todos latindo. Xerife chorou de medo, acho mesmo que florais de Bach é uma boa. Num trecho precisei levá-lo no colo. Ele chegou em casa exausto, e foi dormir embaixo da cama. Ando bebendo água. Já não era sem tempo. Sem cair no clichê 2011 foi uma escola. É como se eu tivesse pulado do CA para o doutorado. Não vamos exagerar. É como se eu pulasse do CA para a faculdade. Aprendi umas dez coisas, mais ou menos, importantes em 2011.
[deletado pela autora] Quarta fomos almoçar no Belmonte de Ipanema, onde pedimos três nhoques. O garçom falou "É bem servido". Trocamos para dois. Nunca faça isso. Vem numa panela, e pode alimentar três pessoas, inclusive repetindo. Panelona. Uma delas ficou intacta, tentei negociar com o garçom, mas fracassei (hohoho). Levamos quentinhas, eu não, não carrego mais sacolinha com comida que tenha molho porque o resultado é sempre o mesmo, a embalagem não resiste se você for andar muito. Tão bom conhecer a Bela, e encontrar com a Bia. Foi ótimo. Acho que hoje o sol bateu seu recorde e foi o mais quente do ano. Não sei nada que aconteu hoje, vou lá no tuíter. Por falar em twitter, você foi lá hoje? ;)
23:30 Ganhei A Felicidade é fácil, do Edney Silvestre. Blz. Não sei qdo vou ler, tenho lido PHighsmith só em filas de banco, ônibus, táxi, e salas de espera. Quando caio na cama, apago. Não consigo dormir cedo, mas gostaria de não passar da meia-noite. Muitos afazeres pra quem veio ao mundo para contemplá-lo. Amanhã o gatinho Nino, recém-adotado pela Sylvia, vem passar o dia aqui. Amanhã vou tomar uns bons drink na hora do almoço, com Bela e Bia. As estrelinhas ainda estão no chão da sala.
Biscoitinho da sorte Gosto de dar biscoitinhos pro Xerife - o veterinário falou que não pode passar de 6 por dia, e ontem F. me contou uma historinha que é comovente e feliz. Uma cachorrinha adotada, retirada da Suípa, fica estocando os biscoitinhos que recebe do dono. Ô, Meu Deus, que coisa linda e triste. Ela é como a formiguinha da fábula. A parte feliz é que ela agora tem um lar. Yeah.
Li numa revista, não sei qual, que a mãe do réper Criolo fez colegial junto com ele, e depois faculdade de filosofia, e pós graduação em literatura semiótica. O máximo.
Hoje eu chorei de estresse. Daí fui pra ioga, não tinha ninguém, são poucas pessoas, umas quatro. Faltaram. Daí falei pro professor que tinha chorado de estresse. Ele falou: Então vamos fazer uma aula de desbloqueio energético. Curto. No meio da aula aconteceu uma coisa muito estranha. Entre um exercício e outro eu criava uma história dentro da minha cabeça, e cada vez que o professor dizia, exemplo, "agora inspire e leve os braços pra trás", eu levava um susto, porque tinha esquecido que estava na ioga. E foi assim até o final. Depois contei pra ele e ele disse que entrei em estado de sonolência e tive pequenos sonhos. Olha só.
Escrever um frila, lavar roupa a mão, varrer a casa, pano molhado, e tudo mais. Cansa, viu? Ainda por cima aceitei fazer um outro trabalho de graça. Não sei onde estava com a cabeça. Ontem não contei, passeei com Xerife, e subindo a outra rua, um monte de passarinhos. Nunca tinha visto assim. Não sei se é chuva, horário, ou o quê. Nunca tinha visto tantos, e daquele jeito. Voando baixo, dando rasantes na calçada, muitos, montes. Fiquei extasiada. Foi a parte boa que restou do TBH: me encantar. Agora passeio três vez ao dia, já estamos caminhando na rua paralela, para Xerife cada planta ou pedra é uma descoberta do mundo. Lavar cozinha, banheiros. Estou moída. Mas não estou de mimimi, 2012 está sendo tão gentil comigo. Esqueci de contar que virei uma mulher que vai à galerias de arte assiduamente. Quer dizer, nem tudo é sabão em pó. Hoje tem Mulheres ricas. Hoje tem Patricia Highsmith. Hoje tem comida gostosíssima da Nete. Hoje tem CYE. Hoje tem meditação antes de dormir. Se houver reencarnação, prefiro não voltar. Mas já que estou por aqui, de preguiça não morro.
(quem acha chato eles lances de cozinha pula, tá?)
Tem uma mulher fazendo congelados na minha cozinha. Que sonho. Depois te conto, Lu Schiller. Ontem fui ao supermercado Pão de Açúcar. Aqui no Rio ele não tem o status do Pão de Açúcar de São Paulo, que realmente é excelente. O do Rio é pretensioso e, acredito, que o mais caro da cidade. Ganha do Zona Sul. (Não custa saber que o Mundial é 30% mais barato, de acordo com os cálculos do amigo da Marília). Bem, mas eu tinha um vale. Um vale muito bom, mas não para o Pão de Açúcar (Fala, seu Abílio!). Comprei muita coisa por causa da cozinheira, mas também coisas que precisamos para a cozinha, tipo rolos e rolos de papel toalha, sabonetes, cotonetes etc. Quando estava no caixa, conforme o cara ia registrando eu ia devolvendo coisas pro balcão ao lado. Todos os supérfluos. Ou quase. Tive que completar a conta, que no final ficou mega barata pra mim.
Depois fui no Zona Sul comprar Suco Do Bem. No caixa, antes da moça começar a registrar (eram mais ou menos uns quinze itens), fui correndo pegar Maizena na prateleira, a dez passos. Muito bem. Tem um cara atrás de mim, super lindo, e depois dele outro. Que chegou pra mim e disse:
- Vamos tentar agilizar? É que vai cair uma tempestade...
- Como assim agilizar?
Colocava as palmas das mãos apontadas pra mim, como para se defender, como quem diz "Calminha, foi só um toque". Mas eu estava calmíssima.
- Como faço para agilizar, não tem como.
- Calma, não precisa fazer novela...
- Oi?
- Sem drama, sem drama.
Eu, baixinho:
- Esse cara é louco.
Ele volta:
- Quem é louco?
Os olhos arregalados. Tshiii.
- Não posso agilizar, tenho que esperar...
- Calminha, calminha... Só estou pedindo para agilizar...
Duas da manhã. Amanhã tenho mil coisas, sem intervalos. Vocês nem imaginam. Mas como dormir tendo nas mãos uma tentação chamada O perdão está suspenso, da Patricia Highsmith?
Fui com F. e Carol assistir a estreia do show do Chico. Que aliás ficou devendo muito. Pra quem viu Carioca, onde o compositor foi bacana com os fãs cantando todas as músicas dos nossos nossos sonhos, esse fica muito aquém, principalmente o bis. Os dois. Porque já se espera que ele saia, volte tempos depois (em Carioca ele realmente demorou demais, enquanto a plateia ia ao delírio) e outra vez. No show anterior ele grudou todos os sambinhas (Essa moça tá diferente, Ela desatinou etc etc), todo mundo sambou (até ele!) deixando nossa alma lavada e centrifugada.
Dessa vez ele cantou muito o último cd, ok, mas a verdade é que, vamos ser sinceros, todo mundo quer cantar o que já sabe de cor, como Geni, Bastidores e Meu Amor. Esperava-se também Samba de um grande amor, pela delícia que é cantá-lo, mas fica pra próxima. Um momento bacana foi quando ele canta Sou eu, e Tereza da Praia, com Wilson das Neves. Outro, quando canta Cálice, com a letra do Criolo.
No palco, um imenso painel de Portinari. Chico estava de preto, e cabelos cinzas.
Agora vamos a outra parte boa: ficamos na segunda fila, numa mesa de quatro lugares com direito a espumante e coisas pra comer - mix de amendoins. Na mesa ao lado, Fernanda Montenegro usava uma blusa comprida de listas, lenço nos ombros, e colar de bolas brancas. (Pela foto não parece peróla, como pensei). Fernanda Torres estava com um daqueles seus vestidinhos vintage - a mais charmosa das charmosas. Na frente ela*, claro, a musa de cabelos abóbora (que recebeu o maior número de flashs*), e parte da família Buarque de Hollanda. Chico Diaz coçando os olhos de sono - show do sogrão. No bis fui pra frente do palco com intuito de sambar até cair. Mas não. Foi um tanto decepcionante. Além de tudo me toquei que iria ficar na frente de alguém, fiquei sem saber o que fazer, os Buarque dizendo pra eu podia ficar à vontade e, finalmente, falei para Sílvia:
- Vou ficar aqui, você já está acostumada com ele.
- Na boa, ela disse bastante simpática.
Tirei onda, tirei onda.
Chico anunciou a presença de Oscar Niemeyer (me lembrei do @RealMorte), que foi efusivamente aplaudido de pé.
Obs: F. foi reconhecidíssimo. Já fui "a mulher do Sidney", Marina W., e agora sou a "mãe do Chico torcedor". Ah, parem com isso. Né?
*Correção: Na verdade os flashs foram para o Niemeyer, que estava na mesa de família.
Cortei o cabelo, acabou a vibe 80's. Acho que ninguém gosta de cortar o cabelo tanto quanto eu. Geladeira de solteiro: água, ovos, maçãs passadas, e um triângulo de gorgonzola. Me viciei em açúcar, resquícios do Natal. Esta noite tive o sonho mais bacana de todos os tempos. Só coisas legais, tipo Caetano me deu um vestido de flores. Notícia desanimadora via email. E la nave va.
Devido a minha vida particular estar um tanto confusa, este blog tentará se limitar a assuntos gerais. E quem sai lucrando, Lombardi? Quem sai lucrando é você. Veja as dicas que aprendi na revista Bons Fluidos: 1. Esfregar os olhos ao acordar aumenta a circulação sanguínea na região e diminui as bolsas. 2. Comer castanhas antes de deitar induz ao sono. 3. Ao levantar-se, fazer uma massagem na cabeça: colocar a palma da mão direita na testa, e a esquerda, no topo da cabeça. Pressionar. 4. Tomar suco de beterraba antes de fazer exercícios físicos. 5. Massagear um ponto que fica quatro dedos abaixo do joelho, um dedo para a lateral externa da perna. Ele se chama Zusanli e ajuda a aumentar a energia. Olha essa: Passar menos tempos no computador. Existem estudos mostrando que olhar fixamente para a tela acelera o envelhecimento porque a pessoa contrais os músculos faciais com frequência.